São muitas as vozes dentro de nós: daqueles que naturalmente se dispersaram com o tempo, outros que partiram com a morte e ainda aqueles que seguem por uma estrada diferente a partir de certo ponto do caminho.
No entanto, sempre é possível ouvir a voz de todos eles, de uma forma ou de outra, bem ou mal, com sonoridade fiel ou apenas similar, mas sempre reconhecível. Pode-se mesmo conversar com estas pessoas se houver imaginação para tanto. É uma espécie de mágica, certo artifício de que nossa alma faz uso para que não percamos a identidade, o rumo da nossa história individual e para que não nos sintamos tão sós enquanto a mesma não chega ao fim. Todas essas vozes são testemunhas permanentes daquilo que chamamos nossa vida.



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