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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

O escritor finge que se esquece de si mesmo

mãos Escrever é riscar com as unhas o vento que bate ao rosto, com gestos estranhos, muitas vezes exagerados, quase sempre incompreensíveis à maioria das pessoas. Porém, ao prestar-se mais atenção, vê-se sempre no rosto do escritor um certo sorriso de lado, uma certa ironia, algum desdém. O mundo inteiro se ajusta às suas mãos enquanto escreve. Depois, a obra já publicada ou esquecida sobre a mesa, ele vai até à varanda, espreguiça-se, boceja, e acha qualquer paisagem deslumbrante. E finge que se esquece.

2 comentários:

Luísa Ataíde disse...

Passei por aqui e capturei uma imagem. Adicionei seu link lá no meu blog, pois gostei de tudo que vi. Um abraço do Brasil
L.A.

José Roldão disse...

Obrigado. Agora escrevo neste outro blog: http://cronicasavulsas.blogspot.com

Este vai desaparecer em breve, assim que eu acabar de passar as postagens.

Beijos.

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